Psicóloga em S. Paulo

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Psicóloga em S. Paulo - Psicóloga Maristela Vallim Botari - CRP/SP 06-121677

Como a Psicologia entende o papel das mães:

 psicologa sp - rebatendo o comentário frequente de que as mães sempre são as culpadas pelas coisas ruins que ocorrem na vida de alguém, ou porque alguém teve um comportamento inadequado.


É importante destacar que esse quando falamos das mães, todo cuidado é pouco.

 

Hoje consideramos muitos termos ultrapassados e problemático ( que eu nem vou mencionar aqui, por razões obvias) , especialmente por já ter sido utilizado de forma equivocada para culpabilizar mães — algo que a Psicologia contemporânea busca evitar. 

Ao longo da história, foram utilizados conceitos e termos que, hoje, são considerados ultrapassados, reducionistas e até injustos. Muitos deles foram empregados de maneira equivocada para responsabilizar — e, por vezes, culpabilizar — as mães por dificuldades emocionais ou transtornos no desenvolvimento dos filhos.

Esse tipo de leitura desconsidera a complexidade da vida psíquica e ignora fatores fundamentais no desenvolvimento dos filhos como:

  • O contexto social e cultural
  • As condições econômicas
  • A rede de apoio (ou a falta dela)
  • A saúde mental da própria mãe
  • A participação (ou falta) de outras figuras de cuidado(o pai, os avós, as babás)
  • A influência das instituições de ensino, etc...
  • A Midia 

Como a Psicologia entende o papel das mães: 

A Psicologia contemporânea, influenciada por autores como Donald Winnicott, passou a adotar uma visão mais ampla e cuidadosa. 

Em vez de buscar culpados, procura compreender os processos, reconhecendo que o desenvolvimento humano é resultado de múltiplas interações ao longo do tempo.

Além disso, há um reconhecimento crescente de que algumas maternidades não ocorrem em condições ideais. 

Muitas mães enfrentam sobrecarga, solidão, pressões sociais e emocionais intensas — o que torna inadequado qualquer julgamento simplista sobre sua atuação.

Por isso, ao abordar temas como “tipos de mães” ou funções maternas, é essencial evitar interpretações rígidas ou moralizantes. Esses conceitos devem ser entendidos como ferramentas teóricas, e não como rótulos para classificar ou julgar pessoas reais.

 

A ideia de “mãe suficientemente boa”

O conceito central de Winnicott é o de mãe suficientemente boa. Ele propõe que não é necessário (nem possível) atender perfeitamente todas as necessidades do bebê.

Na verdade, pequenas falhas — quando não são excessivas — ajudam a criança a desenvolver recursos internos, tolerar frustrações e construir independência emocional.



 




 

 

 

Principal referência 

  • Winnicott, D. W. (1953/2000)Objetos transicionais e fenômenos transicionais
  • Winnicott, D. W. (1965)The Maturational Processes and the Facilitating Environment
  • Winnicott, D. W. (1971)Playing and Reality

✔ Conceito-chave: mãe suficientemente boa
✔ Ideia central: falhas graduais → desenvolvimento emocional saudável

  • Badinter, E. (1985)O Mito do Amor Materno

✔ Questiona a ideia de maternidade como instinto natural obrigatório
✔ Critica a idealização que leva à culpa

 

 

Leia também

A sindrome do ninho Vazio

Como lidar com a culpa materna 

 

 

Conteúdo informativo desenvolvido pela Psicóloga SP Maristela Vallim Botari CRP-SP 06-121677sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema. Trata-se apenas de um convite à reflexão. 

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