A prática de Mindfulness revela-se como uma ferramenta valiosa para direcionar a atenção das crianças e adolescentes para um processo enriquecedor de autoconhecimento.
Ao incorporar técnicas de Mindfulness na psicoterapia de crianças e adolescentes, promove-se um trabalho de reconhecimento e conexão consigo mesmos.
O Olhar de Curiosidade: A Prática na Prática
A condução do Mindfulness para o público jovem geralmente se afasta da formalidade rígida e assume um tom de investigação.
1. A Investigação Sensorial
As
sessões começam com o convite para que a criança se torne uma
"cientista de si mesma". Em vez de apenas fechar os olhos, ela é
incentivada a:
Escutar o silêncio: Identificar o som mais distante e o som mais próximo, sem julgá-los.
Tato Consciente: Sentir a textura da roupa sobre a pele ou o contato dos pés com o chão.
Alimentação Atenta:
Observar uma uva-passa ou um pedaço de fruta como se fosse um objeto
vindo de outro planeta, notando cores, relevos, cheiros e, por fim, a
explosão de sabor ao mastigar lentamente.
2. A Âncora da Respiração
A respiração é apresentada como uma ferramenta portátil. Com os menores, utiliza-se o apoio de objetos:
O Barquinho:
Coloca-se um pequeno brinquedo ou barquinho de papel sobre a barriga. A
criança observa o objeto subir e descer com o movimento natural do ar,
sem tentar mudar o ritmo, apenas acompanhando o balanço.
O Contorno dos Dedos:
Enquanto inspira, a criança sobe o dedo indicador da mão direita pelo
contorno dos dedos da mão esquerda; ao expirar, ela desce.
3. A Observação do "Clima Interno"
A prática envolve dar nome ao que acontece dentro da mente e do corpo sem tentar "consertar" nada:
Nuvens de Pensamento:
Imaginar que cada pensamento é uma nuvem passando em um céu azul. A
criança observa a nuvem chegar e a deixa ir, sem se prender a ela.
Check-in Geográfico: Escanear o corpo da ponta dos pés ao topo da cabeça, notando onde há calor, frio, formigamento ou quietude.
4. A Pausa Consciente
No meio de atividades agitadas, introduz-se o conceito de parar.
Ao toque de um sino ou sinal sonoro, os adolescentes e crianças
interrompem o que estão fazendo para realizar três respirações
profundas, notando o estado de sua mente naquele exato instante antes de
retomar a tarefa.
"A
prática não busca esvaziar a mente, mas sim observar o que a preenche,
momento a momento, com a mesma naturalidade com que se observa a chuva
cair na janela."
A prática de Mindfulness revela-se como uma ferramenta valiosa para direcionar a atenção das crianças e adolescentes para um processo enriquecedor de autoconhecimento.
Ao incorporar técnicas de Mindfulness na psicoterapia de crianças e adolescentes, promove-se um trabalho de reconhecimento e conexão consigo mesmos.
O Olhar de Curiosidade: A Prática na Prática
A condução do Mindfulness para o público jovem geralmente se afasta da formalidade rígida e assume um tom de investigação.
1. A Investigação Sensorial
As sessões começam com o convite para que a criança se torne uma "cientista de si mesma". Em vez de apenas fechar os olhos, ela é incentivada a:
Escutar o silêncio: Identificar o som mais distante e o som mais próximo, sem julgá-los.
Tato Consciente: Sentir a textura da roupa sobre a pele ou o contato dos pés com o chão.
Alimentação Atenta: Observar uma uva-passa ou um pedaço de fruta como se fosse um objeto vindo de outro planeta, notando cores, relevos, cheiros e, por fim, a explosão de sabor ao mastigar lentamente.
2. A Âncora da Respiração
A respiração é apresentada como uma ferramenta portátil. Com os menores, utiliza-se o apoio de objetos:
O Barquinho: Coloca-se um pequeno brinquedo ou barquinho de papel sobre a barriga. A criança observa o objeto subir e descer com o movimento natural do ar, sem tentar mudar o ritmo, apenas acompanhando o balanço.
O Contorno dos Dedos: Enquanto inspira, a criança sobe o dedo indicador da mão direita pelo contorno dos dedos da mão esquerda; ao expirar, ela desce.
3. A Observação do "Clima Interno"
A prática envolve dar nome ao que acontece dentro da mente e do corpo sem tentar "consertar" nada:
Nuvens de Pensamento: Imaginar que cada pensamento é uma nuvem passando em um céu azul. A criança observa a nuvem chegar e a deixa ir, sem se prender a ela.
Check-in Geográfico: Escanear o corpo da ponta dos pés ao topo da cabeça, notando onde há calor, frio, formigamento ou quietude.
4. A Pausa Consciente
No meio de atividades agitadas, introduz-se o conceito de parar. Ao toque de um sino ou sinal sonoro, os adolescentes e crianças interrompem o que estão fazendo para realizar três respirações profundas, notando o estado de sua mente naquele exato instante antes de retomar a tarefa.
"A prática não busca esvaziar a mente, mas sim observar o que a preenche, momento a momento, com a mesma naturalidade com que se observa a chuva cair na janela."



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