Perder faz parte da vida. Pode ser perder um jogo, ficar de fora da brincadeira, tirar uma nota mais baixa do que esperava ou até ver um amigo mudar de escola. Para nós, adultos, essas situações podem parecer pequenas. Mas, para uma criança, elas podem ser enormes.
Quando uma criança não consegue lidar com frustrações, qualquer "não", qualquer derrota ou qualquer mudança pode ser vivida como uma grande injustiça. Ela chora, faz birra, fica com muita raiva ou simplesmente desiste de tentar novamente.
A boa notícia é que isso pode ser aprendido.
Aprender a perder não significa ensinar a criança a se conformar com tudo. Significa ajudá-la a entender que nem sempre as coisas acontecem como ela gostaria, e que isso faz parte da vida.
É natural que os pais sintam vontade de proteger os filhos de qualquer sofrimento. Mas tentar evitar todas as decepções pode acabar impedindo que eles desenvolvam uma habilidade muito importante: a capacidade de se recuperar depois de uma frustração.
Em vez de resolver tudo por ela, experimente acolher o sentimento. Você pode dizer algo como:
"Eu sei que você ficou triste por perder. Isso realmente é chato. Mas perder acontece com todo mundo. Vamos pensar no que você pode fazer da próxima vez?"
Essa postura ensina algo muito mais valioso do que simplesmente ganhar: mostra que os erros, as derrotas e as decepções não definem quem somos.
Crianças que aprendem, aos poucos, a lidar com perdas costumam desenvolver mais autonomia, tolerância à frustração, persistência e confiança para enfrentar novos desafios.
No fim das contas, o objetivo não é criar filhos que nunca sofram. É criar filhos que saibam que conseguem se levantar depois de uma queda.


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